
Na última terça estava a caminho de Seropédica, cidade onde estudo e passo a maior parte da semana e, para isso, precisava pegar um ônibus no bairro de Campo Grande. Como de praxe, desci no terminal do bairro em direção ao destino. Porém, em vez de seguir diretamente para o ponto, resolvi passar na banca de jornal que conhecia ali perto. Estava atrás da edição de outubro da Rolling Stone, que trazia a lista das 100 maiores músicas brasileiras. Na banca, a revista ainda não tinha chegado, mas conversei um tempo com o jornaleiro. Aliás, sou amigo de todos os jornaleiros que conheço. Pois bem, segui para o ponto, peguei o ônibus e, no caminho, vi um grande tumulto: um Fiat Uno todo perfurado de tiros com alguém dentro. Pouco depois, fui saber que o crime tinha acontecido alguns minutos antes de eu passar pelo local. Ou seja, talvez se eu não tivesse parado na banca atrás da revista, eu poderia estar passando no meio do fogo cruzado.
Hoje pela manhã, fui ao médico, cujo consultório fica quase ao lado do Bangu Shopping. Na saída, em vez de pegar meu ônibus de volta para casa, resolvi ir ao shopping atrás da revista. Lá, comi uma porção de pão-de-queijo (que em breve cortarei do meu cardápio) e comprei a revista que eu tanto queria. Quando saí peguei meu ônibus e, ao passar pelo bairro Jardim Sulacap, mais um caso parecido: dessa vez, uma S10 prata baleada e muito tumulto em volta. Pelo que li, nos dois havia um envolvimento com milícias.
Na mesma semana, eu poderia ter passado no meio de tiroteios, mas alguma coisa evitou isso. O mais evidente foi minha busca pela Rolling Stone. Mas para quem crê em Deus, tantas explicações...
Hoje pela manhã, fui ao médico, cujo consultório fica quase ao lado do Bangu Shopping. Na saída, em vez de pegar meu ônibus de volta para casa, resolvi ir ao shopping atrás da revista. Lá, comi uma porção de pão-de-queijo (que em breve cortarei do meu cardápio) e comprei a revista que eu tanto queria. Quando saí peguei meu ônibus e, ao passar pelo bairro Jardim Sulacap, mais um caso parecido: dessa vez, uma S10 prata baleada e muito tumulto em volta. Pelo que li, nos dois havia um envolvimento com milícias.
Na mesma semana, eu poderia ter passado no meio de tiroteios, mas alguma coisa evitou isso. O mais evidente foi minha busca pela Rolling Stone. Mas para quem crê em Deus, tantas explicações...
*Foto: capa da Rolling Stone Brasil, Spring Publicações



12 comentários:
Rapaz,
Eu daqui de São Paulo fiz essa viagem com você.
Terminal de Campo Grande - ônibus para Bangu,tu pegou o 870? Bangu X Sepetiba? O shopping é aquele da ex fábrica de Guilherme da Silveira?
Seropédica? Universidade Rural? Da próxima vez passa lá em Paciência e manda um beijo pra minha mãe.
Os milagres da vida, os designios de Deus, são coisas que não se explicam, se aceitam.
Feliz Sábado!
Você é tão imprescindível quanto a Rolling Stone e explico : Imagine o tanto de besteiras que poderíamos estar fazendo se não passássemos por aqui p/ te ver e te ler. Tá vendo?
E quanto a Deus...esse fica nas entrelinhas sempre.
Beijo
Ale
Ah ! Ia me esquecendo. O Layout ficou tudo de bom.
Beijo e continue se cuidando.
Ale
putz cara ainda bem que estás bem... essas coincidências são engraçadas... fico atento a tudo que acontece desta maneira... é a forma de ver a vida de outro ângulo... abs.
Bah! Nestas horas passa um arrepio na coluna. Ainda bem que estás bem.
Tenho acompanhado alguns blogs daí e vejo que a violência está cada vez mais em alta, no RJ. Por todo Brasil e no mundo é uma situação semelhante.
Gostei do fundo escuro.
Beijos!
Qeu bom que você está vivo! Você ainda tem muito o que contribuir com o mundo.
E as 100 melhores musicas? são boas mesmo?
Bjs
Nossa. Salve salve Rolling Stone!
Quanto tempo sem passar por aqui. Pelo menos alguém continua escrevendo e escrevendo. Sorte, sorte.. haha.
beijos.
Ai amigo que bom né. Às vezes Deus dá entrevista no Rolling Stone...
bjim
Duas semanas atrás eu fui na UERJ fazer uma prova. Enquanto estava por lá ouvi uns tiros, mas como estava concentrada nos exercicios, em dei bola. Quando sai tinha policiais fortemente armados por todos os cantos e os ônibus não passavam.
Andei até outro bairro e ao chegar em casa fiquei sabendo do helicóptero que derrubaram ali perto e dos onibus queimados.
Viver com emoção é isso ae!
O que não podemos é começar a tratar como se fosse algo corriqueiro no cotidiano.
Estuda na RUral?
Beijos
Eu saí do Rio por causa da violência e quando fico sabendo destas histórias, reafirmo a minha decisão. Em via das dúvidas, pense que tem um anjo da guarda te protegendo e este buzinou em seu ouvido nestas ocasiões: "Procure pela revista". Seja bem-vindo! Beijus,
Nossa Masco!
Glória a Deus msm q vc ta vivo..
depois dessa eu abraçaria minha revista e realmente agradeceria mt a Deus!
dois livramentos na mesma semana??
Você é mt amado mesmo!!!
Beijo Grande!!!!
Fica com Deus!
De repente você dever sua vida à uma revista que pode publicar que uma das 100 melhores músicas do Brasil pode ser um pagode, é até um alento para se pensar o quanto importante você é neste mundo.
Bem... Se você não tivesse parado para procurar a revista, nem comido a porção de pães de queijo, eu sentiria bravamente sua falta aqui no blog.
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